Mentes Lúcidas

Quando o racional fica em silêncio e vive no conformismo, torna-se parte do problema e perde a total credibilidade da razão

Habitação no Brasil é proibido pelas nossas autoridades facistas

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            Dezenas de famílias perderam tudo o que tinham em incêndios que atingiram favelas na cidade de São Paulo, a invasão de latifundiários e empresas hidrelétricas em terras indígenas, o esquecimento das sociedades quilombolas e desabrigados andarilhos sem perspectiva de vida nos centros urbanos vítimas das drogas, violência e desigualdade social.

            Existem hoje no Brasil, segundo o censo, pouco mais de 6,07 milhões de domicílios vagos, incluindo os que estão em construção. O número não leva em conta as moradias de ocupação ocasional (de veraneio, por exemplo) nem casas cujos moradores estavam temporariamente ausentes durante a pesquisa.

            Segundo uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, o déficit habitacional brasileiro é de 5,8 milhões de famílias, o que representa um índice de 9,3% de famílias que não têm onde morar ou vivem em condições inadequadas. Os dados foram obtidos com base no PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009, feito pelo IBGE.

            Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro possuem as maiores carências, com índices, respectivamente, de 19% e 9,3%. Em outro relatório, divulgado há um ano pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), foi apontado um déficit de 7,9 milhões de moradias no país, o que corresponde ao total de 14,9% dos domicílios.

            Uma pesquisa mais recente, divulgada pela ONU, mostrou que em toda a América Latina o déficit habitacional subiu de 38 milhões de residências em 1990 para algo entre 42 milhões e 51 milhões em 2011.

            O déficit habitacional é causado pela falta de políticas públicas e por transformações sociais, como o êxodo rural e a mudança do perfil das famílias.

           ImagemA limpeza social e étnica realizada pela militarização dos centros urbanos onde desabrigados e vítimas do vício são tratados como causa e não consequência de uma desigualdade social é o princípio da corrupção, incompetência e negligência dos representantes do povo.

            No caso dos indígenas, mais de 30% das terras indígenas na Amazônia vão sofrer Imagemalgum tipo de impacto com a construção das hidrelétricas previstas para a região. Na avaliação de um procurador do Ministério Público Federal (MPF) no Pará, o projeto do governo brasileiro, que prevê a instalação de 153 empreendimentos nos próximos 20 anos, também vai afetar a vida de quase todas as populações tradicionais amazonenses. Índios sem condições de sobrevivência em suas aldeias procuram as cidades, habitando as calçadas sofrendo preconceito humilhante onde não há mais espaço nas matas e nem nas cidades para eles.

            Tanto a legislação brasileira quanto a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) determinam que as autoridades consultem as comunidades locais, sempre que existir possibilidade de impactos provocados por decisões do setor privado ou dos governos. Não foi feito! Mas estão construindo usinas inviáveis economicamente, em segurança e eficiência, mas o dinheiro rola solto!

            Ainda na causa indígena, a ocupação – cuidado com a palavra ”conflito” – de terras Imagemindígenas por pecuaristas e latifundiários apoiados por políticos, juízes, militares e até artistas e figuras públicas de grande influência, traz à tona problemas territoriais.

            Dados do relatório mais recente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) apontam a ocorrência de 53 conflitos ligados à terra só no ano passado em 12 unidades da Federação. Mato Grosso do Sul, responde por 62% dos 51 assassinatos de indígenas no Brasil em 2011, informa o órgão vinculado à Igreja Católica. A FUNAI é mais uma administração corrompida pela corrupção dos cargos de confiança e interesses particulares. O caso da missionária Dorothy e recentes como o da missionária Justina e entre tantos, estes são os verdadeiros humanistas independente de qualquer religião, a qual não se importa em prestar ajuda aos seus missionários!

            Na década de 1960, pela primeira vez a população urbana ultrapassou em números a rural.  Nos anos 1990 houve o término do fluxo migratório e, no começo do século 21, a população urbana já representava 80% do total da população do país.

            Soma-se a isso o envelhecimento da população e as mudanças no perfil familiar, com maior número de divórcios e solteiros na idade adulta, e há um aumento considerável na demanda por domicílios nas cidades.

           Foi somente a partir dos anos 1960 que o governo brasileiro passou a desenvolver programas de planejamento habitacional, com o objetivo de reduzir o déficit de moradias como o Banco Nacional de Habitação no período da ditadura e desde então, passamos até o governo Lula onde criou o programa Minha Casa Minha Vida, lançado em 2009, reformulado agora pela presidenta Dilma, que foca no público de baixa renda.Imagem

            Tudo o que foi feito até agora é mais uma amostra da esmola que o governo dá à população brasileira e estes aceitam pão e circo.

            ImagemAs favelas destruídas por incêndios e desocupação de terrenos e prédios ocupados por famílias desabrigadas, são métodos fascistas da violência policial, das ordens judiciais, apoio político e especulação imobiliária, tudo em época de Copa do Mundo para dar uma boa paisagem que esconde como uma cortina a realidade deste mundo faz de conta aos telespectadores.

           Os políticos, seus cargos de confiança e comissionados são extremamente incompetentes, sem capacidade técnica, engajamento, comprometimento, responsabilidade, falta investimentos prévios em projetos infraestruturais, por exemplo, aqueles ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal como o de Belo Monte no Pará, do Rio Madeira, em Rondônia, usinas de Santo Antônio e Jirau, e entre outras…

            Que seja construído ferrovias para transporte de cargas nas regiões inde o relevo geográfico brasileiro permita e seja viável economicamente e seguro, desembarcando nas regiões de riqueza hidreca fluvial, tenha transporte fluvial e investimentos na logística. Construam também parques eólicos e solares, das mares e indústrias de resíduos sólidos e reciclagem. Mostrem o que é a agroecologia e agricultura familiar para as comunidades ribeirinhas, indígenas, agricultores colonos, deem a estes condições de uma agricultura de subsistencia ou de propriedade familiar, aplicando a agroecologia e tecnologia, para vender seus produtos cultivados. Construam indústrias farmacêuticas e instituições de pesquisas químicas, biológicas e engenharia. Nacionalizem todas as indústrias de minerio, o nosso manganês, nióbio, ferro… Protejam todo o trabalhador que fizer isso de uma forma humanitária e não política, partidária, religiosa, como os seus representantes políticos e pregadores.

            As autoridades e governo que o povo coloca no poder, em vez de esmolas, deem educação, capacitar, ensinar, mostrar caminhos para o desenvolvimento e dar condições dignas através da saúde, saneamento, infraestrutura planejada, econômica e segura viável em municípios como Altamira, no Pará, por exemplo, e assim levar o desenvolvimento sustentável e científico para as comunidades rurais.

            Para inforamações detalhadas, conheçam as histórias sobre o massacre do pinheirinho, a tragédia do confinamento de índios guarani-kaiowá, a expansão da limpeza social nos centros urbanos e a miséria que nós vivemos neste Brasil com iphone na mão, sapato alto novo nos pés mas de barriga vazia e inadiplência devido as dívidas no consumismo.

           Os dados estatísticos foram retirados do site do Censo, FGV, IBGE, Cimi, MPF e do governo federal.

 

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