Mentes Lúcidas

Quando o racional fica em silêncio e vive no conformismo, torna-se parte do problema e perde a total credibilidade da razão

Fez coisa errada, assuma as responsabilidades!

Deixe um comentário

             Já é fato conhecido que o álcool é a segunda substância psicoativa mais consumida no mundo depois da cafeína. Em consequência do seu adolescente-alcool-002uso, aparecem os acidentes automobilísticos, os acidentes de trabalho, as doenças orgânicas como, por exemplo, hepatopatias e neuropatias, além dos quadros de dependência que geram inúmeros transtornos familiares e graves problemas sociais. Por isso, é imprescindível o desenvolvimento de estudos sobre o mecanismo pelo qual o álcool produz sua atividade psicotrópica, na tentativa de tratar e prevenir os problemas relacionados ao seu consumo.

            Os acidentes de trânsito, como importantes fatos da morbimortalidade geral, são considerados, hoje, verdadeiro problema de saúde pública em muitos países, em especial no Brasil. Estima-se que mais de 1,2 milhão de pessoas morrem por ano no mundo e cerca de 50 milhões sofrem lesões, sendo que de 15 a 20% dessas lesões apresentam sequelas diversas.

            Projeções para o ano 2020 apontam que os acidentes de trânsito ocuparão o terceiro lugar nas causas gerais de mortalidade mundial, no entanto, essa projeção só se concretizará se os países de baixa e média renda não adotarem medidas necessárias a respeito, sobretudo os países em desenvolvimento. A principal causa de morte no Brasil hoje são as doenças cerebrovasculares (como o AVC), seguido pelas neoplasias e causas externas, como violência e acidentes de trânsito.

            Só no ano passado, foram gastos mais de R$ 185 milhões com a internação de vítimas de acidentes no trânsito no SUS. Os homens são as principais vítimas de acidentes. Eles respondem por 78,3% do total do número de internações. No Brasil, segundo os registros mais recentes de óbitos, foram 38.273 mortes no trânsito em 2008, quase dez mil a mais que o registrado oito anos antes.

            O álcool é uma droga que produz uma ação euforizante e depressora, dependendo da dose utilizada. Apesar deste duplo efeito comportamental, o álcool tem sido classificado como droga depressora do Sistema Nervoso Central, com base na postulação de que o efeito estimulante ocorre como consequência da depressão de mecanismos inibitórios. Esta teoria vem sendo questionada nos últimos anos, com base fundamentalmente em: a) evidências experimentais que sugerem o envolvimento de diferentes sistemas de neurotransmissores mediando o duplo efeito do álcool e b) demonstrações de que a tolerância observada aos efeitos depressores do álcool não se desenvolve com relação à sua ação estimulante (AU).

            A graduação é o volume de álcool existente por litro (L) de bebida, apresentada em percentagem (%). Esta se exprime em graus e varia de bebida para bebida.

            A alcoolemia aumenta à medida que o etanol é absorvido pelo organismo e diminui lentamente de acordo com a degradação do álcool pelo fígado. Esta absorção depende do tipo e quantidade de bebida ingerida, momento da absorção (jejum/refeições), graduação alcoólica da bebida, ritmo de ingestão, peso corporal (alcoolemia é tanto mais elevada quanto menor é o peso da pessoa) e sexo do indivíduo (homens tendem a tolerar mais os efeitos do álcool), estado de saúde e fadiga.

            Cálculo da alcoolemia:mat21

            Quantidade ingerida de álcool (L) * Graduação alcoolica (L) = Resultado (em L converte para ml) * 0,8 (fator de conversão) = Resultado em g de álcool puro consumido.

           Então, a taxa de alcoolemia = álcool puro consumido (g) / peso corpéreo (Kg) * Coeficiente se: Homens (0,7), mulheres (0,6) ou em jejum (1,1).

           O organismo elimina, aproximadamente, 0,10g/L de álcool por hora. Assim, uma pessoa que tiver uma alcoolemia de 0,5g/L, precisa de 5hs para atingir uma alcoolemia de 0 g/L.

06q2

           A perda de autocrítica é a alteração mais importante produzida pelo álcool. Sob a ação de bebidas alcoólicas, ainda que às vezes em doses insuficientes para prejudicar a parte motora, os condutores se sentem corajosos, ousam mais, pensam menos (ou nada) nos riscos e nas consequências dos seus atos, podendo desembocar num acidente com trágicas consequências. A ação desinibidora do álcool faz com que o condutor atravesse sinais de trânsito de forma perigosa, não se atenha aos cruzamentos, irrite-se facilmente ao ser ultrapassado e aumente a velocidade.

seria uma enorme contradição esperar que alguém que tomou uma droga – que caracteristicamente diminui a autocrítica – mantenha a crítica a ponto de se considerar inapto para conduzir. (MASUR, J. (1984). A questão do alcoolismo. Brasiliense).

           Quem for pego dirigindo sob influência de álcool ou outra substância psicoativa terá a carteira de habilitação recolhida e o veículo, retido. O motorista estará sujeito, ainda, à multa que passa de R$ 957,70 para R$ 1.915,40 e à suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O valor da multa dobrará em caso de reincidência.

            De acordo com as novas punições da Lei 12.760, as penalidades serão aplicadas quando a conduta do motorista for constatada por concentração igual ou superior a seis decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligramas de álcool por litro de ar alveolar. E, ainda, por sinais que indiquem alteração da capacidade psicomotora. A verificação da incapacidade do motorista de dirigir também poderá ser obtida por meio de teste de alcoolemia, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova admitida observada o direito à contraprova.

            O “bafômetro” ou sensor de álcool determina a quantidade de álcool ingerido por uma pessoa. Para tanto, usa como base o princípio debafometro-descartavel que o álcool contido no sangue está em equilíbrio com o álcool no ar dos pulmões (troca de gases). Há vários tipos de aparelho. O mais simples é o que usa o dicromato de potássio (K2Cr2O7), uma substância alaranjada que, em meio fortemente ácido, reage com o “bafo” de álcool ou etanol, sendo convertida em ácido acético e íons Cr(III), de coloração verde.

Se quiser conhecer o princípio químico do bafômetro clique aqui

            Em aproximadamente 70% dos acidentes violentos com mortes, no trânsito, o álcool é o principal responsável. No entanto, ainda que estudos venham apontando essa relação, pouco se têm estudado, no Brasil, a ocorrência do acidente e o nível de alcoolemia da vítima, no momento do mesmo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s