Mentes Lúcidas

Quando o racional fica em silêncio e vive no conformismo, torna-se parte do problema e perde a total credibilidade da razão

Navegando em águas desconhecidas sob a luz entre as nuvens

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O que são as palavras para quem vive na terra sem pensar no destino? Não temos respostas e nem quero ter, por que ainda algum dia virá à tona, é só esperar. Tudo virará pó, mas não nossas almas que procurarão a luz. A canção nunca está perdida para quem ainda acredita nas melodias. Encontrarmo-nos ainda em uma paz eterna, como no silêncio entre as nuvens, perplexos com os raios do sol e as mais belas estrelas brilhantes.
Energias positivas a todos e deixo abaixo uma mensagem de Leonardo Boff. Nada mais de palavras, neste momento quero apenas olhares, carinhos, abraços, bondade, pois um dia não teremos mais isso tudo daqueles que amamos aqui na terra.

”Os antigos já diziam:”vivere navigare est” quer dizer, “viver é fazer uma viagem”, curta para alguns, longa para outros. Toda viagem comporta riscos, temores e esperanças. Mas o barco é sempre atraído por um porto que o espera lá no outro lado.

Parte o barco mar adentro. Os familiares e amigos da praia acenam e o acompanham. E ele vai lentamente se distanciando. No começo é bem visível. Mas na medida em que segue seu rumo parece aos olhos cada vez menor. No fim é apenas um ponto. Um pouco mais e mais um pouco desaparece no horizonte. Todos dizem: Pronto! Partiu!

Não foi tragado pelo mar. Ele está lá, embora não seja mais visível. E segue seu rumo.

O barco não foi feito para ficar ancorado e seguro na praia. Mas para navegar, enfrentar ondas, vencê-las e chegar ao destino.

Os que ficaram na praia não rezam: Senhor, livra-os das ondas perigosas, mas dê-lhe, Senhor, coragem para enfrentá-las e ser mais forte que elas.

O importante é saber que do outro lado há um porto seguro. Ele está sendo esperado. O barco está se aproximando. No começo é apenas um ponto levemente acima do mar. Na medida em que se aproxima é visto cada vez maior. E quando chega, é admirado em toda a sua dimensão.

Os do porto dizem: Pronto! Chegou! E vão ao encontro do passageiro, o abraçam e o beijam. E se alegram porque fez uma travessia feliz. Não perguntam pelos temores que teve nem pelos riscos que quase o afogaram. O importante é que chegou apesar de todas as aflições. Chegou ao porto feliz.

Assim é com todos os que morrem. O decisivo não é sob que condições partiram e saíram deste mar da vida, mas como chegaram e o fato de que finalmente chegaram. E quando chegam, caem, bem-aventurados, nos braços de Deus-Pai-e-Mãe de infinita bondade para o abraço infinito da paz. Ele os esperava com saudades, pois são seus filhos e filhas queridos navegando fora de casa.

Tudo passou. Já não precisam mais navegar, enfrentar ondas e vencê-las. Alegram-se por estarem em casa, no Reino da vida sem fim. E assim viverão para sempre pelos séculos dos séculos”.

(Em memória dolorida e esperançosa dos jovens mortos em Santa Maria na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013).

(Leonardo Boff)

E também dedico esta mensagem a todos aqueles que sofreram pela maudade direta ou indireta causada por outras pessoas. Pinheirinho, assentamento Milton Santos, índios, missionarios que combatem exploração sexual e degradação do meio ambiente, os que lutam pela dignidade e a liberdade.

 

Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno.

E brilhe para eles a vossa luz.

Descanssem em paz

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