Mentes Lúcidas

Quando o racional fica em silêncio e vive no conformismo, torna-se parte do problema e perde a total credibilidade da razão

A herança de Cabral e da ditadura ainda persiste

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Munduruku1As hidrelétricas começam a ser planejadas na Amazônia com alto custo, superfaturamento de obras, impacto ambientais desastroso e genocídio de etnias indígenas, tudo isso sem vir à tona na mídia que protege os grandes empresários, latifundiários e políticos, só quem tem dinheiro tem direito a vida. Os índios, ribeirinhos e camponeses estão sendo massacrados pelo governo, forças armadas e o agronegócio.

”Vai ter guerra”. Este foi o recado do povo Munduruku ao terminar um telefonema com a Secretaria Geral da Presidência em Itaituba. Os Caciques querem dialogar, porém exigem que o governo retire os policiais e a Força Nacional das suas áreas.

Um destacamento da Operação Tapajós se deslocou para a aldeia Sawré Maybu, em Itaituba. Indígenas relatam que policiais fortemente armados espalhados nos principais pontos de acesso à aldeia, têm feito revistas, registros fotográficos, interrogatórios, tentativas de forçar escoltas de ônibus com indígenas, sobrevoo pelas aldeias e monitoramento pelo rio, margeando a comunidade. Apesar da presença policial, os indígenas atestam não ter visto pesquisador algum.

“É nosso último aviso. Se a Operação não parar, não vai ter mais diálogo com os Munduruku. Vamos acionar os caciques e vai ter guerra”

Carta do povo Munduruku para a Justiça, governo, sociedade mundial e povos indígenas

A Justiça Federal proibiu a concessão da licença ambiental para a hidrelétrica São Luiz do Tapajós, a pedido do Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA), enquanto não forem realizadas consulta prévia aos índios afetados e avaliação ambiental integrada de todas as usinas planeadas para a bacia do rio Tapajós. A hidrelétrica é parte do Complexo Hidrelétrico Tapajós, conjunto de cinco usinas que o governo pretende construir na bacia do rio.

Apesar da proibição, uma decisão da 2ª Vara da Subseção Judiciária de Santarém permitiu a entrada de cerca de 80 pesquisadores, entre biólogos, engenheiros e técnicos nas terras indígenas para a realização de parte dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) da hidrelétrica São Luiz do Tapajós.

Para garantir a consecução dos estudos, o governo federal, através do Decreto Nº 7.957, de 12 de março, alterou a lei que regulamenta o funcionamento da Força Nacional, garantindo que a companhia “(…) poderá ser empregada em qualquer parte do território nacional, mediante solicitação (…) de Ministro de Estado”, e não apenas governadores e presidência, como estabelecia o decreto original. O decreto acrescentou uma nova atribuição à Força Nacional: “prestar auxílio à realização de levantamentos e laudos técnicos sobre impactos ambientais negativos”.

Imediatamente ao menos 250 homens da Força Nacional, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal foram deslocados para a região de Itaituba, às margens do rio Tapajós, sob justificativa de que acompanhariam os trabalhos do EIA.

Enfim, teremos energia ineficiente, alto custo, insegura, prejudicial ao meio ambiente e não raro, a limpeza étnica fascista contra os legítimos proprietários das terras, trabalhadores e pobres. Pela ordem econômica – dos bolsos dos mais gananciosos e ricos – o consumismo segue com a engrenagem deste sistema de energia para abastecer as fazendas de porcarias transgênicas, alta quantidade de agrotóxicos, ração para animais, tudo para consumidores hipócritas que se distanciam da realidade imunda que acontece no Brasil.

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