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Energia renovável no país do Sol nascente

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A cidade de Ota, que fica na província de Gunma, no Japão, localizada a 138 km de Tokyo, conta com uma população conforme o censo de 2010, de 219.804 habitantes. Foto: Clovis Akira

Desde o desastre da usina nuclear de Fukushima que aconteceu no Japão está ocorrendo um investimento progressivo em energia solar. Só no primeiro semestre deste ano o crescimento foi de aproximadamente 270% o qual ultrapassará a Alemanha no mercado mundial de energia fotovoltaica, segundo relatório da consultoria IHS. A China deve ser o maior mercado em instalações.

Em 2013 as instalações terão potência de 7 reatores nucleares, com investimentos de U$ 20 bilhões em sistemas, contra U$ 11 bilhões em 2012.

Fábricas abandonadas e campos de golfe estão visados para a implantação de painéis solares.

No Brasil, o pior lugar de insolação – na região sul – ainda é 30% mais ensolarado que o melhor lugar na Alemanha, líder absoluto em capacidade instalada de energia solar fotovoltaica atualmente e quase 8.000MW de capacidade instalada de energia solar.

Na China, que começou há pouco tempo, já são 4.000MW. Na Itália, 3.300MW. Nos Estados Unidos 3.200MW e no Japão, que promete desbancar a Alemanha em poucos anos, são 2.500MW.

Já no Brasil, são apenas 7,6MW. Um país tropical, na linha do equador, temos menos de 0,01% da capacidade instalada solar da Alemanha. Vale comparar o quanto está se gastando com as obras faraônicas com os estádios de futebol, nesta época de Copa das Confederações, do Mundo e que ainda não entrou no orçamento os jogos olímpicos.

O setor vem tendo apoio de governos em países principalmente de cultura nórdica, alemã, da China e Japão para uma nova era de tecnologia e

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Com o grande crescimento industrial da região, a cidade de Ota começa a se transformar de típica cidade interiorana para uma cidade moderna, industrial e tecnológica. Foto: Clovis Akira

pesquisa científica na indústria incentivando uma queda nos custos de painéis solares e aumento da eficiência no desenvolvimento econômico. Diferente de muitos países que ainda nem se quer conseguem ter uma logística eficaz com infraestrutura ultrapassada dos tempos no início da revolução industrial.

Mas há cautela, pois os subsídios tanto na compra quanto na produção e pelo fato de ter “estado na moda”, hoje o setor vive momentos de excesso de oferta, queda de receitas e quebradeira de empresas à medida que os subsídios foram removidos e investidores ficaram apreensivos.

Aqui, o ICMS não tem retorno e é alto na geração distribuída e os painéis são caros porque não há demanda, mas não há demanda, pois os painéis são caros.

De fato, estamos falando de um investimento acima de R$10 mil para ter capacidade de cerca de 1kwp num telhado que necessita pelo menos de 10m2. O custo da energia sairia por não menos que R$0,30/kWh. A tarifa residencial brasileira varia entre R$0,39/kWh e R$0,19/kWh.

A tecnologia utilizada são os painéis fotovoltaicos, que geralmente são confundidos com coletores solares térmicos, utilizados somente para o aquecimento de água. O sistema fotovoltaico é constituído por módulos conectados de forma a gerar a quantidade de energia necessária. Foto: Clovis Akira

A tecnologia utilizada são os painéis fotovoltaicos, que geralmente são confundidos com coletores solares térmicos, utilizados somente para o aquecimento de água. O sistema fotovoltaico é constituído por módulos conectados de forma a gerar a quantidade de energia necessária. Foto: Clovis Akira

Uma diferença insuficiente para alguém pensar em instalar um painel, pois o retorno – por meio de economia na conta de luz – deste investimento iria lá para mais de 10 anos. E pior: isso sem contar o imposto cobrado pela energia que a unidade inserirá na rede e a instalação do equipamento sem qualquer tipo de financiamento.

Para piorar as coisas, o ganho médio do brasileiro está em R$1.700, ou seja quase 10% do valor do painel. As contas realmente não fecham.

Leia mais:

Referências

Fortune

Spatuzza A. EDITORIAL – Energia solar: vamos controlar a tecnologia e nosso destino?, 5 jun. 2013. Disponível em: <http://revistasustentabilidade.com.br/editorial-energia-solar-vamos-controlar-a-tecnologia-e-nosso-destino/>. Acesso em: 22 jun. 2013.

ABINEE

Telesintese

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