Mentes Lúcidas

Quando o racional fica em silêncio e vive no conformismo, torna-se parte do problema e perde a total credibilidade da razão

A Maconha que não faz mal quando discutida e estudada de forma ampla e clara

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abre_maconha”Um narcótico violento, um flagelo invisível, o verdadeiro inimigo público nº 1, apregoam as legendas do curta-metragem educativo Reefer madness (”Baseado da lpucura”), exibido em escolas e associações de moradores nos Estados Unidos nas décadas de 30 e 40 para alertar sobre supostos riscos do consumo de maconha. Em uma cena, estudantes saudáveis e felizes do ensino médio experimentam maconha e, nas sequências seguintes, aparecem afundados na dependência, promíscuos, agressivos, com problemas na escola e até mesmo com doenças mentais. Hoje, o vídeo pode parecer risível e alarmista, mas o tom com que aborda o tema não fica distante do usado por muitos meios de comunicação em todo o mundo. Volta e meio resultados de pesquisas são divulgados que sugerem relações entre uso de droga e desencadeamento de sintomas psicóticos: não raro uma ou outra manchete se antecipa e aponta a erva como causa de transtornos severos, como esquizofrenia.

Na última década, porém, períodos de prestígio publicaram resultados que não apenas desmistificam a maioria dos temores a respeito da maconha como mostram que alguns de seus psicoativos podem ser aproveitados pela medicina. Evidências sugerem que o risco de dependência é pouco comum e está associado à quantidade, frequência e precocidade do uso. Sobre o consumo ocasional, não há nenhuma comprovação de que ofereça perigo para a maioria das pessoas.

Consumo no Brasil

No país, 1,5 milhões de pessoas usa Cannabis diariamente. Os dados são do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogras (Inpad), divulgado em 2012. Mais de 4 mil adultos e adolescentes responderam a um questionário de avaliou o padrão de uso de substância lícitas e ilícitas, entre elas a Cannabis. Outro dado em especial chama a atenção: os resultados apontam que há 1,3 milhões de brasileiros com sintomas de dependência em maconha. Os pesquisadores avaliaram a relação com a droga por meio da Escala de Severidade da Dependência (SDS, na sigla em inglês), um conjunto de cinco perguntas: ansiedade por não ter a substância, sensação de perda de controle sobre o uso, preocupação com o próprio uso, ter tentado parar e achar difícil ficar sem a droga.

A metodologia da pesquisa, porém, é questionada por cientistas que estudam a Cannabis, como o neurobiólogo Renato Malcher-Lopes, da Universidade de Brasília (UnB). Ele explica que a ausência de definição científica formal para o termo ”dependente” pode causar confusão. A expressão ”dependência fisiológica”, por exemplo, se refere ao conjunto de reações físicas mais ou menos severas causadas pela abstinência de uma substância – como os tremores decorrentes da privação de álcool em dependentes. ”A ‘síndrome de abstinência’ da maconha, se pode ser chamada assim, dura poucos dias e consiste em irritabilidade e diminuição do apetite”, diz Malcher-Lopes, que é autor, com o neurocientista Sidarta Ribeiro, do livro Maconha, cérebro e saúde (Vieira&Lent, 2007).

Um dos aspectos de dependência é a necessidade de recorrer a doses cada vez maiores e frequentes da droga, comportamento que resulta, segundo o neurobiólogo, do ”sequestro”, pela droga, de circuitos cerebrais relacionados à motivação e ao controle de impulsos. ”Em animais, o nível desse tipo de efeito é medido por experimentos em que o bicho aprende a se auto-inocular. Drogas como a nicotina e a cocaína – e também o crack – são altamente reforçadoras do comportamento de auto-inoculação. O THC (tetraidrocanabinol, principal psicoativo da maconha) não é”, explica o neurobiólogo.

Aplicação Terapêutica

Outra questão polêmica é o falso lugar-comum de que a maconha é uma ”porta de entrada” para outras drogas, isto é, o primeiro degrau para o uso de substâncias com maior potencial de causar dependência. Muitos estudos mostram que a maioria das pessoas que utiliza outras drogas também já usou maconha.

No entanto, apesar de estabelecer essa associação, nenhum deles demonstra porque a Cannabis favorece o uso de outras drogas. O mais provável é que pessoas que se tornam dependentes de maconha sejam predispostas a ter essa relação com substâncias psicoativas em geral, independentemente de o primeiro contato ter sido com a erva. Além disso, a maioria esmagadora de usuários de drogas como cocaína e crack afirma que a primeira substância que experimentou não foi à maconha, mas bebida alcoólica e cigarro de tabaco. Não seriam elas as reais portas de entrada? Há estudos observacionais que sugerem, inclusive, que a maconha é um recurso eficiente em estratégias de redução de danos, pois ajuda dependentes de outras drogas a resistir aos sintomas de abstinência.

Quanto ao uso recreativo, é mais que claro que o consumo frequente de cigarros de maconha agrava problemas respiratórios e cardiovasculares ao longo do tempo e afeta a memória de curto prazo. É fato também que a droga pode, eventualmente, desencadear sintomas psicóticos em pessoas com predisposição. Além disso, a o contexto sociopolítico atual: a maconha é ilegal na maioria dos países, logo é necessário ter consciência de que, até que as leis sejam revistas, seu comércio estará atrelado à violência intrínseca ao sistema de tráfico de drogas, que impacta toda a sociedade.

No campo da medicina, por outro lado, é comprovado que a maconha pode trazer vários benefícios. A administração da Cannabis em pacientes com glaucoma ajuda a reduzir a pressão ocular que pode levar à perda de visão. Também auxilia no alívio da dor crônica, combate náuseas e vômitos em pacientes que enfrentam quimioterapia conta o câncer e ajuda a estimular o apetite em pessoas que tem o vírus HIV. No caso de dependência, a terapia comportamental cognitiva (TCC) tem revelado bons resultados: especialistas enfrentam técnicas de enfrentamento especialmente voltadas para mudar a relação com a maconha, por exemplo, estimulando o paciente a questionar e a modificar pensamentos que contribuem para a dependência, com o objetivo de abandonar ou reduzir o uso.

Porém, as taxas de recaídas são altas. Em um estudo publicado em 2003, o psicólogo Brent Moore e sua equipe, agora na Universidade Yale, observaram que 41% dos dependentes de maconha tratados com sucesso reincidem em seis meses. Os cientistas buscam maneiras mais consistentes de contornar a abstinência de longo prazo. Talvez a estratégia mais honesta também seja a mais eficiente – esclarecer a população sobre os reais riscos da droga. Dessa forma, as pessoas poderão pesar os perigos e os benefícios em situações específicas.

O debate sobre os possíveis perigos da droga ganhou força. A principal preocupação é a questão de dependência, popularmente denominada ”vício” e chamada por muitos especialistas de ”adição”. Na bíblia da saúde mental, o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM), o diagnóstico de dependência da Cannabis requer que uma pessoa atenda ao menos três de sete critérios (listados abaixo). Uma quantidade significativa de estudos revela que a porcentagem de usuários de fato dependente é baixa – principalmente em comparação a outras drogas legalizadas como álcool e nicotina. Por exemplo, em uma pesquisa de grande escala publicada em 1994, o epidemiologista Anthony James e sua equipe, na época do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA, entrevistaram mais de 8 mil pessoas entre 15 e 64 anos sobre o uso da maconha e outras drogas. Os pesquisadores descobriram que, entre pessoas que usaram maconha ao menos uma vez, 9% eventualmente se encaixavam no diagnóstico de DSM. A média para o álcool foi de 15%; cocaína, 17%; heroína, 23% e nicotina, 32%. Assim, embora a maconha possa causar dependência para alguns, isso não se aplica a 91% das pessoas que a usaram ao menos uma vez.

Diagnóstico de dependência

De acordo com o manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM), a presença de três destes sintomas durante o último ano é suficiente para o diagnóstico de dependência de maconha:

– Necessidade de usar maiores quantidades de droga ao longo do tempo para continuar a obter os mesmos efeitos (fenômeno conhecido como tolerância)

– Ansiedade, dificuldade para dormir ou outros sintomas de abstinência quando se tenta parar de usar maconha.

– Uso da droga em quantidades maiores ou por períodos mais longos do que se pretende.

– Tentativas frustradas de reduzir ou controlar o uso de maconha.

– Gastar muito tempo com a droga: tentando obtê-la, usando-a e se recuperando de seus efeitos.

– Desistir de atividades importantes, como trabalho, eventos sociais ou lazer, para usar maconha.

– Insistir no uso frequente apesar de o hábito agravar problemas físicos ou psicológicos.

Diálogo com a ciência

Em 2012 foram divulgadas descobertas marcantes sobre a maconha, resta saber se elas serão consideradas no momento de definir futuras leis e políticas públicas.

O Uruguai anúncio à legalização da maconha, com controle estatal da produção, da distribuição e da venda da planta, além de autorizar o cultivo para uso pessoal. Essas medidas têm o objetivo de combater o narcotráfico na região, diminuir os índices de violência e funcionar como estratégia de redução de danos, isto é, usar o comércio regulamentado de maconha para evitar o consumo de drogas ilícitas potencialmente mais nocivas.

Uso, plantação e qualquer outro ponto sobre a maconha no Uruguai será controlado e fiscalizado pelo governo. Isso será feito, principalmente, por meio do Instituto Nacional del Cannabis (INCA), que tem sua criação determinada pelo projeto de lei. Além de controlar e fiscalizar todos os pontos da cadeia produtiva da maconha, o INCA também será responsável por aplicar ações para diminuir riscos à saúde relacionados à droga. As possíveis medidas preventivas e de tratamento serão definidas pela Junta Nacional de Drogas do governo, em parceria com administrações regionais, e aplicadas pelo instituto.

Depois de vários debates, análises e esclarecimentos à população sobre os possíveis impactos sociais das propostas, a maconha foi legalizada.

Nos EUA, um plebiscito aprovou a legalização do uso recreativo de maconha para adultos no Colorado e Washington. O consumo da planta será regulamentado nos moldes do álcool: venda restrita a maior de 21 anos, uso proibido em locais públicos, controle de qualidade da droga comercializada e cobrança de impostos. A mudança na legislação tem objetivo de reduzir o número de prisões relacionadas à maconha e aumentar a receita estadual com os impostos.

No campo científico, novos estudos divulgados em 2012 trouxeram avanços no debate sobre os riscos potenciais da Cannabis. Em Janeiro, o The Journal of the American Medical Association (JAMA) publicou um estudo feito com mais de 5 mil homens e mulhes nos EUA, que investigou o impacto do uso da maconha por 20 anos sobre o sistema respiratório. Os resultados revelaram que o consumo moderado de cigarros de Cannabis (um por dia por até sete anos) não prejudica a função pulmonar. No entanto, o consumo regular por longos períodos (mais de 10 anos de uso diários) foi relacionado a um ligeiro declínio da capacidade dos pulmões. Apesar de a maconha e o tabaco terem muitos componentes em comum, o estudo sugere que o uso da Cannabis é menos prejudicial ao sistema respiratório.

Por outro lado, um estudo conduzido na Nova Zelândia, em parceria com universidades dos EUA e Reino Unido, publicado em Outubro de 2012 na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), causou grande impacto ao revelar que o uso crônico de maconha na adolescência pode causar prejuízos neuropsicológicos na idade adulta como redução do QI. A adolescência é crucial para o desenvolvimento do cérebro. É quando ocorrem processos de maturação dos neurônios e de rearranjo de circuitos neurais e sistemas de neurotransmissão. Assim, o cérebro adolescente é especialmente vulnerável a substâncias com possíveis efeitos neurotóxicos, como maconha, álcool e nicotina. Apesar disso, o estudo também deixa claro que não que não foram observados prejuízos cognitivos em pessoas que começaram a usar Cannabis depois de adultas.

Entretanto, em relação à redução no QI, outro estudo publicado em Janeiro de 2013 na mesma revista reanalisou os dados e concluiu que os resultados podem ter sido influenciados por fatores associados ao nível socioeconômico dos participantes.

Grupos de risco

Um estudo publicado em Novembro de 2012 na Biological Psychiatry, uma das principais revistas científicas na área de neurologia dos transtornos mentais, mostrou que uma variação genética do gene AKT1 influencia o risco de desenvolvimento de transtornos psicótico sem usuários crônicos de maconha. Esse gene está envolvido no sistema dopaminérgico (a dopamina é um neurotransmissor relacionado à motivação e a percepção de prazer, entre outras funções), que tem um papel importante na fisiologia de transtornos psicóticos, como a esquizofrenia. Os resultados mostraram que pessoas com determinada variação do AKT1 que consomem maconha todos os dias têm probabilidades sete vezes maior de desenvolver transtornos psicóticos em comparação às que nunca experimentaram a droga ou usam apenas nos fins de semana.

No entanto, no caso de pessoas sem a variação genética, não foi encontrada nenhuma relação entre o consumo diário da erva e o desenvolvimento de transtornos psicóticos. DE acordo com os resultados, é evidente que a predisposição genética é decisiva para o surgimento de psicose em usuários da planta.

Daí a dificuldade de estabelecer relação direta entre consumo de maconha e aumento da incidência de esquizofrenia. O mais provável é que existam fatores genéticos comuns entra a dependência da maconha e esquizofrenia, como sugere outro estudo publicado também na Biological Psychiatry que mostrou que uma variação rara do gene NGR1 está relacionada a maior suscetibilidade à dependência de Cannabis em afro-americanos. O NGR1 codifica um fator de crescimento (a neuregulina 1), importante para o desenvolvimento e funcionamento do sistema nervoso, e vários estudos comprovam que ele está associado a esquizofrenia em diversas populações. Assim esses resultados ajudam a tornar mais clara a ligação entre uso de maconha e risco de desenvolver transtornos psicóticos.

Essas descobertas apontam a necessidade de estratégias de prevenção direcionadas às populações de risco, como adolescentes e adultos com predisposição. A maconha comercializada ilegalmente pode conter uma grande quantidade de contaminantes, muitas vezes mais tóxicas do que a própria planta. Assim, o uso regulamentado de Cannabis, que está ganhando espaço nos EUA e já no Uruguai, pode ser mais eficiente do que a simples proibição. A regulamentação pode, além disso, garantir a pureza e a segurança da substância consumida pelo usuário comum.

Venda controlada e redução de danos

Não é tarefa simples regulamentar a comercialização de substâncias psicoativas quando a síntese química cria novos compostos a todo instante. No entanto, as polêmicas em torno do consumo recreativo certamente dificultam a criação de Leis específicas para a utilização terapêutica. Hoje devido a manipulação genética, é possível produzir variedades de maconha com maiores ou menores quantidades de tetraidrocanabinol (THC), seu principal psicoativo relacionado aos efeitos mais conhecidos da droga: relaxamento, aumento percepção sensorial, euforia leve. Na Holanda, por exemplo, a biotecnologia é usada para a produção padronizada vendida nas farmácias, o que confere maior previsibilidade aos resultados medicinais, controlando melhor os efeitos do THC em pessoas que usam a erva com fins terapêuticos.

A Holanda também é referência mundial no uso da maconha como estratégia de redução de danos. Nos anos 70, diante da quantidade de usuários de heroína, o governo tentou a estratégia de permitir a venda controlada de Cannabis para consumo recreativo e evitar que fossem adquirir a droga com traficantes e assim tivessem maior facilidade de experimentar opióides. Em algumas das grandes cidades do país funcionam coffe shops onde maiores de idade podem comprar a droga (são várias opções, com diferente grau de THC) em pequenas quantidades e, se quiserem, consumi-la no local, que não vende bebida alcoólica.

Estudos da década de 90 mostram que, se por um lado a porcentagem da população holandesa que experimenta a droga ao menos uma vez na vida aumentou consideravelmente, por outro lado a porcentagem de usuários regulares manteve-se relativamente estável – aliás, proporcionalmente, ela não é muita de países cuja política é totalmente proibitiva em relação à maconha.

Também houve redução gradual no número de dependentes de opióides em Amsterdã depois do surgimento dos coffe shops, segundo um estudo de 2010 da Universidade de Maastricht, o que sugere que a principal ligação entre maconha e opióides era o canal por onde ambos eram adquiridos décadas antes: o comércio ilegal.

Crítica final

Maconha não faz mal quando estudada com reflexões livres de paradigmas conservadores, imbecis e egocêntricos, e discussões superficiais onde a retórica vale mais que a realidade. Assim como tantos outros assuntos diversos que abrange a sociedade global.

Na área científica é observado um conflito de métodos científicos quanto a estudos sobre a dependência pela maconha. Mas qual dependência? Física ou química? Os estudos mais positivos atualmente são quanto à maconha não causar dependência química e sim física, ou seja, para uso recreativo, seja porque o usuário necessite sentir-se inserido num grupo social específico, uso casual ou por relaxamento físico momentâneo. Entretanto, é importante estudos mais bem feitos e com respaldo técnico, ainda que haja muitos estudos bem feitos e esclarecedores.

A dependência química e física são maiores no uso de álcool e nicotina, mesmo esta última os componentes serem muito parecidos com a maconha. E o equívoco quanto a que a maconha é a principal porta de entrada para drogas mais pesadas, importante ressaltado no texto acima.

As pessoas ainda estabelecem a ideologia de liberação do uso da maconha em detrimento dos riscos e benefícios da mesma. A planta deve ser processada para o uso e isolada seus princípios ativos, aí sim poder ser usada como medicação, onde os benefícios serão maiores que os riscos. Enquanto que o uso de cigarros o risco é maior que os benefícios e não possuem relação terapêutica, pois a biodisponibilidade dos princípios ativos não se dá pela inalação.

Alguns estudos vêm demonstrando que a esquizofrenia aparece em usuários adolescentes, até os 21 anos. Isso porque a capacidade cognitiva destes jovens ainda não está estabelecida de forma bioquímica desenvolvida.

Portanto, a legalização com fiscalização, controle e esclarecimento positivos é favorável contra o tráfico ilegal. Mesmo assim, não resolverá todos os problemas, pois desvios de ética e compromisso responsável nas funções poderão causar contrabandos ainda mesmo na legalização. À vontade e ansiedade de fugir e transgredir o normal leva muitos jovens, principalmente, a procurar aventurar-se erroneamente e às vezes de forma fatal, causando também danos à sociedade ao seu redor, o que é mais ainda inaceitável.

Há muitos interesses e opiniões conservadoras particulares que são logo vinculadas a população sobre os reais riscos da droga e os benefícios, uma discussão precipitada e totalmente equivocada. É preciso dar oportunidades de outros tipos de recreação social seguro e saudável a população e principalmente aos jovens e crianças, como parques, centros esportivos e culturais, de forma a entreter e gastar energias de um modo diferente. Também quebrar todos os paradigmas, não só quanto ao assunto maconha, mas também a muitos que percebemos na sociedade, principalmente a brasileira a qual é extremamente sectária e ignorante a assuntos importantes e simples de serem resolvidos, livres de fanatismo religioso, político, partidário ou qualquer outro. Dessa forma, as pessoas poderão pesar os perigos e os benefícios em situações específicas.

Autores participantes:

Hal Arkowitz e Scott O. Lilienfeld – consultores da revista Scientific American Mind. Arkowitz é professor de psicologia da Universidade do Arizona e Lilienfeld é professor de psicologia da Universidade de Emory.

Lucas Maia – biólogo, mestre em psicologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisador do centro brasileiro de informações sobre drogas psicotrópicas (Cedrid).

Maconha para desvendar o cérebro. Fernanda Teixeira Ribeiro. Mente e Cérebro nº 234, págs. 24-33, Setembro de 2011.

Leia Mais:

Dependência química: prevenção, tratamento e políticas públicas. Capítulo “Maconha”, págs. 161 – 169. Antônio Waldo Zuardi e José Alexandre de Souza Crippa. Artmed, 2011.

Cannabis dependence: its nature, consequences, and treatment. Editado por Roger J. Roffman e Robert S. Stephens. Cambridge University Press, 2006.

Comparative epidemiology of dependence on tobacco, alcohol, controlled substances, and inhalants: basic findings from the national comorbidity survey. James C. Anthony, Lynn A. Warner e Ronald C. Kessler, em Experimental and Clinical Psychophamacology, vol. 2, nº 3, págs. 244-268. 1994.

Correlations between Cannabis use and IQ change in the Dunedin cohort are consistent with confounding from socioeconomic status. O. Rogeberg em Proc Natl Acad Sci USA, 14 de Janeiro de 2013.

Confirmation that the AKT1 genotype influences the risk of psychosis in cannabis uses. Marta Di Forti e outros, em Biological Psychiatry, 15 de novembro de 2012.

LInkage analysis followed by association show NRG1 associated with cannabis dependence in African Americans. Shizhong Han e outros, em Biolological Psychiatry, 15 de Outubro de 2012.

Persistent cannabis users show neuropsychological decline from childhood to midlife. Madeline Meier e outros, em Proceedings of National Academy of Sciences, 2 de Outubro de 2012.

Associarion between marijuanaexposure and pulmonary function over 20 years. Mark J. Pletcher e outros, em JAMA, Janeiro de 2012.

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