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As transnacionais e a pilhagem do território nacional: Mais de 4 milhões de hectares nas mãos de estrangeiros

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Números divulgados recentemente revelam a imensa concentração de terras em posse de transnacionais no território brasileiro.

Os 4,3 milhões de hectares de terras em poder dessas empresas estão distribuídos em 3.694 municípios. Apenas no mato Mato Grosso, 844 mil hectares estão nas garras das transnacionais.

Grandes empresas da China, do Japão, potências europeias, USA, Coréia e países árabes têm comprado grandes extensões de terras utilizadas principalmente para a monocultura de grãos, cana-de-açúcar e algodão, além de eucalipto para a indústria de celulose. A especulação com as terras brasileiras chegou a tal ponto que o seu preço elevou cerca de 300% em algumas áreas do Centro-Oeste.

Os dados foram obtidos a partir de informações do Sistema Nacional de Cadastro Rural do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra.

Os dados mostram como o latifúndio de novo tipo, o agronegócio, se expande com as transacionais no campo. Em Porto Alegre do Norte, nordeste de Mato Grosso, 13 propriedades de transnacionais somam 79 mil hectares.

No Mato Grosso do Sul, 18 latifúndios em uma área de 51 mil hectares exploram terras brasileiras para produzir grãos e cana-de-açúcar. Na Bahia, no oeste do estado, grupos japoneses já ocupam cerca de 30 mil hectares com algodão e grãos, no extremo sul do estado, em Santa Cruz de Cabrália, são 56 mil hectares para a mesma finalidade. Também no sul da Bahia, 100 mil hectares estão ocupados com plantações de eucaliptos destinados à produção de celulose pela fábrica Veracel, uma sociedade da empresa sueco-finlandesa Stora Enso com a antiga Aracruz, hoje controlada pelo grupo Votorantim.

Em São Paulo as transnacionais ocupam cerca de 491 mil hectares produzindo cana-de-açúcar.

Na área denominada Amazônia Legal, que abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do estado do Maranhão, cerca de 3,089 propriedades de transnacionais ocupam aproximadamente 1,5 milhão de hectares.

Fonte: A Nova Democracia

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