Mentes Lúcidas

Quando o racional fica em silêncio e vive no conformismo, torna-se parte do problema e perde a total credibilidade da razão

Você pode cruzar em poucos segundos a liberdade, com alguns passos hoje

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Foto 1Uma das centenas de pessoas na tentativa de cruzar a ”zona da morte” como era chamado uma área entre os dois muros em Berlim, Peter Fechter, 18 anos, alemão, foi baleado em 1962 por guardas da fronteira da República Democrática Alemã (RDA), quando tentava com mais um amigo, Helmut Kulbeik, fugir para Berlim Ocidental escalando a parede de muro na Zimmerstrasse perto da fronteira da guarita Checkpoint Charlie, posto de controle do lado ocidental onde atualmente fica o Museu do Muro, entre Alemanha Oriental e Ocidental. Apesar de pedir ajuda morreu no corredor da ”zona da morte” depois de uma hora em agonia sem os dois lados atenderem os pedidos de suplicas de socorro. Embora Peter Fechter não foi o primeiro morto nas paredes do muro, ele foi a primeira vítima sob os olhos do público.

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”Em Checkpoint Charlie, guarita famosa da Berlim Ocidental, no encontro das ruas Schützenstrasse e Friedrichstrasse, está o Museu do Muro de Berlim, criado em 1963 pelo historiador Rainer Hildebrandt. O acervo contém documentários, entrevistas com moradores, com testemunhas das fugas e ainda equipamentos utilizados por fugitivos bem-sucedidos.

O Muro que o jovem Peter Fetcher e outros milhares de alemães do lado oriental tentaram transpor era praticamente intransponível. As torres de vigilância eram cerca de 300, e junto a elas trabalhavam 11.500 soldados, acompanhados de quase 300 cães, 24 horas por dia.” ( Cris Gutkoski, publicação em colaboração para UOL Viagem, em Berlim, 26/09/2011).

No livro “Die Mauer Spricht” (O Muro Fala), cuja primeira edição foi em 1982, Rainer Hildebrandt apresenta as chamadas quatro gerações da construção do Muro de Berlim, desde os primórdios, das barreiras com arame farpado e blocos pequenos, até a quarta e última, a fortaleza tecnológica, com alarmes, que nem tanques de guerra poderiam derrubar. Da terceira para a quarta geração, com moldes pré-fabricados, a largura da parede foi de 10 cm para 16 cm e a altura, de 3,7 m para 4,1 m.

Na histórica noite da queda, em 1989, os moradores e visitantes de Berlim que galgaram o Muro para começar a despedaçá-lo suaram um bocado sob as roupas de inverno europeu. Aquele concreto todo precisou de força, martelos potentes e furadeiras elétricas para começar a ceder. Quem não levou apetrecho algum usava as unhas mesmo. “A alegria era tanta que chegou ao limite da dor”, escreve Hildebrandt, referindo-se ao encontro repentino de familiares e amigos separados por décadas.

Leia mais:

Muro de Berlín, “Checkpoint Charlie”

 O Dia em que o Muro de Berlim deixou de dividir a Europa 

25 curiosidades sobre o Muro de Berlim

Werner Buchholz: Augenzeuge der Unmenschlichkeit

La historia de Peter Fechter, la primera victima del muro de Berlin, origen de la canción ”Libre” de Nino Bravo

The Killing Zone

Flucht und Tod des Peter Fechter

De Cortina de Ferro a Cinturão Verde

O mundo mudou naquele 9 de novembro

 9 de novembro de 1989: 25 anos da queda do muro

Birgit Keller

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