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Saneamento básico

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ONU calcula que faltará água limpa para 47% da população global até 2030

ONU calcula que faltará água limpa para 47% da população global até 2030

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre o bem estar físico, mental e social. É o conjunto de medidas adotadas em um local para melhorar a vida e a saúde dos habitantes, impedindo que fatores físicos de efeitos nocivos possam prejudicar as pessoas no seu bem-estar físico mental e social. Essas medidas devem ser adotadas pelos três níveis de governo (Municipal, Estadual e Federal) e contemplar o abastecimento de água tratada; coleta e tratamento de esgoto; limpeza urbana; manejo de resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais.
Em 2007, após décadas de discussões e diferentes projetos de lei, a Lei Federal 11.445 foi sancionada e estabelece as diretrizes nacionais e a política federal ao saneamento. A partir da nova lei ficou definido que o planejamento do saneamento básico está a cargo do município, e a prestação dos serviços pode ser feito pelo ente público municipal ou por concessionária pública e/ou privada.
A ONU alerta que 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a serviços de saneamento básico. Relatório da OMS revela que, mesmo aumentando, os gastos em água, saneamento e higiene não estão indo suficientemente para as áreas rurais, onde eles são mais necessários.

2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a serviços de saneamento básico, alerta ONU

O “Ranking do Saneamento 2014” faz um diagnóstico dos principais indicadores de saneamento básico (abastecimento de água; coleta e tratamento de esgotos; perdas; investimentos/arrecadação) dos 100 maiores municípios brasileiros. A base de dados consultada foi extraída do SNIS 2012 (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) do Ministério das Cidades.

O novo ranking do Instituto Trata Brasil traz como novidade o desenvolvimento dos serviços de água e esgoto dos 20 melhores e 10 piores municípios, onde é possível detectar quais destas cidades atingiriam a meta de universalização do saneamento básico para 20 anos.

Baixo avanço do saneamento básico nas maiores cidades brasileiras compromete universalização nos próximos 20 anos

Ranking do Saneamento – As 100 maiores cidades do Brasil (SNIS 2012)

Ranking do saneamento Instituto Trata Brasil resultados com base no SNIS 2012

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Em 2015, só 29% dos brasileiros vão receber água de forma satisfatória. O que significa que 145 milhões de pessoas vão ter pouca água – ou nenhuma. Isso no país que poderia abastecer todo o planeta. Se o Brasil é o campeão mundial de água doce, por que ela não chega às torneiras?
A falta de saneamento não atinge apenas as casas dos brasileiros, mas também as escolas. De acordo com os últimos dados do Censo Escolar/Inep 2013, ainda há milhares de crianças dentro de ambientes escolares sem nenhuma estrutura de saneamento básico, as quais, 55% das escolas brasileiras não possuem rede de esgoto. (Censo Escolar/INEP 2013)
Já na Amazônia, ela detém a maior quantidade de água doce do Brasil, 73% de toda vazão hídrica. Mas o acesso a coleta de esgoto da região é um dos piores do país com 14,60% de cobertura bem abaixo da média nacional de 38,70%, de acordo com os dados do VISAGUAS, um aplicativo da plataforma “InfoAmazônia’’ que apresenta dados sobre o acesso ao saneamento, a qualidade d’água e as enfermidades de veiculação hídrica na região amazônica.

- Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo não tem acesso a banheiro (OMS/UNICEF)
 - 6 milhões de brasileiros não tem acesso a banheiro (OMS/UNICEF)
 - Mais da metade da população brasileira não tem acesso a coleta de esgoto (SNIS)
 - Cada R$1 investido em saneamento básico, ocorre economia de R$4 em saúde pública (OMS)
 - 2,5 bilhões de pessoas vivem sem saneamento básico (OMS/UNICEF)
 - O Brasil ocupa a 112ª posição num ranking de saneamento entre 200 países (BID)
 - 768 milhões de pessoas não possui acesso a água tratada(OMS/UNICEF)
 - 3 500 piscinas olímpicas de esgoto são despejadas em rios, mares e cursos d'água brasileiros (Instituto Trata Brasil)
 - 7 pessoas morrem por minuto no mundo por ingerir água insalubre (OMS/UNICEF)

Aproximadamente, 70% da água é consumida pelo agronegócio, 22% pela indústria e 8% pelas residências. Em SP, a SABESP desperdiça 40%, aproximadamente em vazamentos. O mesmo que a média nacional.
Mas, esta mídia não diz isso, aliás, ela também faz isso aí óh…

Para o grupo financeiro alto que é uma minoria, água na calçada. Para a população, economia em casa. Na imagem, nos mesmos dias que a Rede Globo influenciava e incitava a população economizar água, vários funcionários foram mandados a lavar vários locais da emissora com lava jato

Para os grupos financeiros que são a minoria, água na calçada. Para a população, economia em casa. Na imagem, nos mesmos dias que a Rede Globo influenciava e incitava a população economizar água, vários funcionários foram mandados a lavar vários locais da emissora com lava jato

Dados do Instituto Trata Brasil, revelam que o Brasil ocupa a 112ª posição no Ranking do Saneamento entre 200 países.
Segundo estudo da instituição de caridade internacional WaterAid, investir em água e saneamento pode eliminar favelas em menos de uma geração e acabar com a pobreza.
Quase 1 bilhão de pessoas, a maioria no sul da Ásia e na África, vivem em favelas, sem acesso a serviços básicos como água limpa e sanitários adequados. Fornecer água e saneamento a áreas empobrecidas é necessário para estimular o desenvolvimento econômico e pode ser feito em algumas décadas, segundo a pesquisa.
Um país como o Brasil, com aspirações de se destacar nas grandes discussões internacionais, não pode se manter entre os mais atrasados no que há de mais básico – o saneamento.

Leitura Complementar

Principais dados do saneamento por estado

Para entender a escassez de água

Superbactéria é encontrada em rio que desagua na Praia do Flamengo (RJ)

Energia solar pode afastar risco de apagões

Água: joia rara!

Referências

INEP

ONU

Instituto Trata Brasil

SNIS

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