Mentes Lúcidas

Quando o racional fica em silêncio e vive no conformismo, torna-se parte do problema e perde a total credibilidade da razão

Plantas arbóreas nativas do Brasil

Página dedicada principalmente as plantas arbóreas do sul no Brasil.
 
Postarei informações sobre árvores nativas brasileira.

Astronium graveolens

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Família: Anacardiaceae

Nomes populares: guaritá (SP, MS, PR), gibatão (ES), aderno (ES), pau-ferro (RS), aroeirão (RS), gonçalo-alves

Morfologia: Altura de 15-20 m, com tronco liso de 40-50 cm de diâmetro. Folhas compostas imparinadas, dotadas de um cheiro característico. Inflorescências em panículas axiliares e terminais, com flores amareladas.

Ocorrência: Sul da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais na floresta pluvial da encosta atlântica e, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul na floresta latifoliada semidecídua da bacia do Paraná.

Madeira: Muito pesada (densidade 0,97 g/cm³), dura ao corte, resistente a esforços de flexão e choque, de grande durabilidade quando exposta, bem como quando fincada na terra ou dentro da água; cerne de coloração uniforme e bem diferenciado do alburno.

Utilidade: A madeira própria para acabamentos internos, em construções externas, como dormentes, moirões, postes, esquadrias, cruzetas, carrocerias, para a confecção de móveis, peças torneadas, tacos e tábuas para assoalhos, etc. A árvore apresenta ótimas características ornamentais que a recomendam para o paisagismo.

Informações ecológicas: Planta decídua, heliófita ou esciófita, que ocorre geralmente em agrupamentos descontínuos em terrenos rochosos e secos. Produz anualmente grande quantidade de sementes.

Fenologia: Floresce em agosto-setembro com a planta totalmente despida de suas folhas. Os frutos amadurecem de outubro-novembro.

Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Cortar a inflorescência em dias sem vento. Após o início da maturação todos os frutos caem em menos de uma semana. Após a colheita levar os frutos ao sol para secar e facilitar a remoção manual das sépalas que ficam aderentes. A separação da semente dos frutos é praticamente impossível, devendo-se utilizar para semeadura os frutos sem as sépalas como se fossem sementes. Um kg de frutos contém cerca 31 800 unidades.

Referências: Lorenzi, H; Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. V.1. 4ª ed. Nova Odessa, SP. 2002.

Lithraea molleoides

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Família: Anacardiaceae

Nomes populares: Aroeira-Branca, Aroeira-Brava, Aroeirinha, Aroeira-do-Brejo, Aroeira-da-Capoeira, Bugreiro.

Morfologia: Árvore de 4-10 m de altura, com tronco de 20-40 cm de diâmetro, geralmente curto e tortuoso, casca externa fina, fissurada, áspera e de coloração pardo-vermelho-escura. Suas folhas são compostas, alternas, membranáceas, imparipinadas, alado-pecioladas, com 3 a 5 folíolos sésseis, oblongos a oblongo-lanceolados, de 5-8 cm de comprimento por 1,5 – 2,5 cm de largura. Possuem ápice agudo, base aguda, bordos lisos, nervura central proeminente em ambas as faces. As flores amarelo-esverdeadas de até 3 mm de diâmetro, se reúnem em pequenas panículas axilares. Os frutos são drupas globosas, indeiscentes, com coloração cinza-esverdeada, de 5 mm de comprimento e com uma semente negra.

Ocorrência: Minas Gerais, São Paulo, e Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul, em várias formações vegetais.

Madeira: Pesada, dura, pouco elástica, fácil de rachar e de londa durabilidade.

Utilidade: A madeira é útil para a construção civil, lenha, carvão e como agente tintorial. Em estados fora de sua ocorrência natural, a espécie é utilizada na arborização devido a seu pequeno-médio porte e suas raízes não danificarem as calçadas. É indicada também para fabricação de sabão. Deve-se tomar muito cuidado com esta planta por tratar-se de uma espécie altamente tóxica a pessoas com predisposição aos seus efeitos, podendo produzir edema e eritrema em contato com a pele. O mal se cura com o decocto da aroeira mansa (Schinus molle L.). A espécie Lithraea molleoides é responsável pelos casos mais graves das dermatites fitogênicas. A casca é tida como depurativa e febrífuga, seu cozimento é indicado para diarréia, disenteria, afecções das vias urinárias e respiratórias, possui propriedades estimulantes e diuréticas.

Informações Ecológicas: Característica da floresta de altitude, tanto para terrenos secos quanto úmidos. Espécie pioneira.

Fenologia: Floresce durante os meses de Agosto-Setembro. A maturação dos frutos verifica-se nos meses de Novembro-Janeiro, contudo permanecem na árvore por mais algum tempo.

Referências: Lorenzi, H; Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. V.1. 4ª ed. Nova Odessa, SP. 2002.

Schinus molle

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Família: Anacardiaceae

Nomes populares: Aroeira-salso, aroeira-salsa, aroeira, aroeira-folha-de-salso, aroeira-mole, corneiba, corneita, anacauita, fruto-de-sábia, aroeira-piriquita, pimenteiro, terebinto, bálsamo

Características morfológicas: Altura de 4-8 m, com tronco de 25-35 cm de diâmetro. Folhas compostas, com 4-12 jugos: folíolos subcoriáceos, glabros, de 3-8 cm de comprimento. Inflorescências paniculadas terminais.

Ocorrência: Tem sido relatada como ocorrente desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, entretanto temos encontrada apenas nos três estados sulinos, principalmente em campos de altitude

Madeira: Dura, pouco elástica, com alburno escuro, de boa durabilidade

Ulilidade: A madeira é utilizada para confecção de moirões, esteios e trabalhos de torno. A casca é empregada para curtir couro, e o córtex produz uma resina impregnada de terebintina. A árvore é muito ornamental, sendo amplamente empregada na arborização de ruas e paisagismos em geral.

Informações ecológicas: Árvore perenifólia, heliófita, suportando, contudo sombreamento mediano promovido por outras árvores. Ocorre principalmente em solos secos e arenosos., adaptando-se com facilidade a terrenos de baixa fertilidade e pedregosos. É altamente tolerante à seca e, resiste à geada. É encontrada em beiras de córregos e matas e, predominantemente em áreas de campo, porém sua freqüência em todos os locais é baixa

Fenologia: Floresce abundantemente durante os meses de agosto a novembro. A maturação dos frutos verifica-se nos meses de dezembro e janeiro, permanecendo, contudo, na árvore até fevereiro-março.

Obtenção de sementes: Os frutos devem ser colhidos diretamente da árvore após sua maturação e separados manualmente dos pedúnculos. Em seguida devem deixados ao sol para secar e facilitar a sua retirada manual do pericarpo através do esfregaço e separação das sementes. Pode-se também utilizar diretamente os frutos para a semedura como se fossem sementes.

Produção de mudas: A semeadura deve ser efetuada diretamente com os frutos ou com as sementes puras, logo após sua obtenção, em canteiros semi-sombreados com substrato de solo arenoso. Cobrir apenas levemente as sementes com terra peneirada e, irrigar duas vezes por dia. A germinação não é muito abundante (50%) demorando de 30-40 dias. O plantio no local definitivo pode ser iniciado quando as mudas atingirem 25-40 cm em embalagens individuais. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, alcançando facilmente 3 m aos 2 anos

Referências: Lorenzi, H; Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. V.1. 4ª ed. Nova Odessa, SP. 2002.

Tapirira guianensis

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Família: Anacardiaceae

Nomes populares: peito-de-pombo (Sul), tapiriri, tapirirá, copiúva, guapíruba, cedrôi, aroeirana, fruta-de-pombo, tatapiririca (PA), cupiúva (PE), pau-pombo, cedroí (Amazônia), camboatá, jobo, bom-nome (AL), fruto-de-pombo, cedro-novo

Características morfológicas: Altura de 8-14 m, com tronco curto de 40-60 cm de diâmetro. Folhas compostas com 4-5 jugas; folíolos muito variáveis na forma, número e no tamanho, membranaceos, glabros, de 4-12 cm de comprimento.

Ocorrência: Todo o território brasileiro, principalmente em terrenos úmidos, em quase todas as formações vegetais.

Utilidade: A madeira por ser fácil de trabalhar, é muito empregada na confecção de brinquedos, compensados, embalagens e caixotaria leve, móveis comuns, entalhes, saltos para calçados, cabos de vassouras, lambris, etc. A árvore pode ser empregada com sucesso nos reflorestamentos heterogêneos de áreas degradadas de preservação permanente, principalmente de locais úmidos, graças à tolerância a esse ambiente e à produção de frutos altamente procurados pela fauna. São também muito procurados por aves e outros animais. A árvore é bastante ornamental podendo ser empregada no paisagismo em geral.

Informações ecológicas: Árvore perenifólia, pioneira, heliófita, característica da floresta ombrófila de planície. É também muito encontrada em formações secundárias de solos úmidos como os encontrados em várzeas e beira de rios. Embora possa ser encontrada amplamente também em ambientes secos de encostas, é na várzea úmida que apresenta seu maior desenvolvimento.

Fenologia: Floresce durante os meses de agosto-dezembro. Os frutos amadurecem a partir de janeiro, prolongando-se até março.

Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Em seguida despolpá-los manualmente e lavá-los em água corrente dentro de uma peneira. Após a separação das sementes deixá-las secar à sombra. Quando destinada à semeadura no próprio local, não há necessidade de despolpá-los, semeando-se os próprios frutos como se fossem sementes, Um quilograma contém aproximadamente 20.700 unidades.

Produção de mudas: Colocar as sementes ou frutos para germinar, logo que colhidos e sem nenhum tratamento, em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-argiloso. Cobrir as sementes com uma camada de 0,5 cm de substrato peneirado e irrigar duas vezes por dia. A emergência ocorre em 15-30 dias e, a taxa de germinação geralmente é elevada. Transplantar as mudas para embalagens individuais quando alcançarem 4-6 cm.

Referências: Lorenzi, H; Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. V.1. 4ª ed. Nova Odessa, SP. 2002.

Annona cacans

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Família: Annonaceae

Nomes populares: cortição, araticum-cagão, araticum-de-paca, quaresma, corticeira, coração-de-boi.

Características morfológicas: Altura de 12-16m, dotada de copa globosa e tronco cilíndrico de 50-70cm de diâmetro. Folhas glabras, de 8-17cm de comprimento por 3-6cm de largura.

Ocorrência: Minas Gerais e Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul nas matas situadas em altitudes superiores a 300 m

Madeira : Leve, macia ao corte, fácil de trabalhar, pouco resistente, de baixa durabilidade natural.

Fenologia: Floresce a partir do final do mês de setembro, prolongando-se até início de novembro. Os frutos amadurecem de janeiro a março.

Utilidade: A madeira é empregada apenas para forro, caixotaria e confecção de brinquedos. Os frutos são comestíveis, entretanto bastante laxantes se ingeridos em quantidades maiores. A árvore é bastante elegante e ornamental, podendo ser utilizada na arborização urbana. Seu único inconveniente para áreas de grande circulação é a queda de seus enormes frutos que podem causar acidentes. É útil nos reflorestamentos mistos destinados à recomposição de áreas degradadas, tanto pela rapidez de crescimento como pela produçãode farta alimentação para a fauna.

Informações ecológicas: Planta decídua, heliófita, pioneira, característica da floresta pluvial atlântica. Ocorre, porém, de maneira também esparsa, na floresta latifoliada semidecídua até altitudes acima de 900 m. É encontrada tanto na floresta primária densa, como nas formações abertas e secundárias. Não produz todos os anos abundante frutificação.

Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando maduros, ou recolhê-los no chão após a queda espontânea. Em seguida deixá-los alguns dias amontoados para iniciar o apodrecimento da polpa e facilitar a remoção das sementes. Isto pode ser obtido através do esfregaço manual em água corrente dentro de uma peneira. Um quilograma de sementes contém aproximadamente 5370 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é inferior a 6 meses. Escarificar mecanicamente as sementes antes da semeadura para aumentar a taxa de germinação. Em seguida semeá-las em canteiros ou diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-arenoso.

Produção de mudas: Cobri-las com uma camada de 0,5 cm de substrato peneirado e irrigar diariamente. A emergência demora 40-80 dias e, a taxa de germinação é superior a 30%. O desenvolvimento das mudas é rápido, podendo ser levadas para plantio no local definitivo em menos de 6 meses.

Referências: Lorenzi, H; Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. V.1. 4ª ed. Nova Odessa, SP. 2002.

Duguetia lanceolata

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Família: Annonaceae

Nomes populares: Corticeira, perovana, pindaúva, Pindaíva, pindabuna, cortiça,

Características morfológicas: Espécie arbórea com 15-20 m de altura e 40-60 cm de diâmetro, com casca fissurado. Flores arroxeadas, dispostas em curtos racemos.

Ocorrência: Ocorre naturalmente nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul, principalmente na floresta semidecídua de altitude e na mata pluvial atlântica.

Madeira: Pesada, moderadamente resistente e de baixa resistência ao apodrecimento, porém, resistente ao ataque de cupins.

Informações ecológicas: Planta perenifólia característica da mata pluvial atlântica. Ocorre geralmente em agrupamentos populacionais homogêneos em topos de morros onde o solo é bem drenado; entretanto, é comum em várzeas e beira de rios, porém, em barrancos bem drenados. Ocorre tanto no interior da mata primária densa como em formações abertas e secundárias.

Fenologia: A floração ocorre durante os meses de outubro-novembro e a frutificação entre março-maio.

Obtenção de sementes: Os frutos maduros raramente caem espontaneamente inteiros, debulhando-se completamente na queda. Isto dificulta o recolhimento manual. É mais prático colhê-los diretamente da árvore quando maduros, debulhando-os em seguida nos seus componentes. Estes podem ser utilizados diretamente dessa forma para a semeadura como se fossem sementes, ou podem ser despolpados manualmente.

Produção de mudas: Escarificar mecanicamente as sementes antes da semeadura, em seguida semeá-las em canteiros ou diretamente em recipientes individuais; cobri-las com substrato peneirado e irrigar diariamente. O desenvolvimento das mudas é lento.

Referências: Lorenzi, H; Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. V.1. 4ª ed. Nova Odessa, SP. 2002.

Rollinia sylvatica

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Família: Annonaceae

Nomes populares: araticum-do-mato, embira, cortiça, embira-de-araticum, cortiça-amarela, araticum-cagão-macho (MG), araticum-do-morro, araticum-grande, pasmada-do-mato (ES).

Características morfológicas: Altura de 6-8 m e com tronco de 30-40 cm de diâmetro. Pontas de ramos novos ferrugíneo-tomentosas. Folhas de tamanho variável.

Ocorrência: Pernambuco ao Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, em várias formações florestais.

Madeira: Extremamente leve, mole, compacta, de baixa durabilidade natural.

Utilidade: A madeira é própria para confecção de canoas e pequenas embarcações, obras internas, forros, carpintaria… A casca fornece material para o fabrico de cordas grosseiras. Os frutos comestíveis e procurados pela avifauna em geral. Por essa razão não pode faltar na composição de reflorestamentos heterogêneos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação permanente.

Informações ecológicas: Planta perenifólia heliófita, característica da vegetação secundária de várias formações florestais. É particularmente frequente na floresta semidecídua em altitudes de até 800m. Produz anualmente sementes viáveis, amplamente disseminadas.

Fenologia: Floresce durante os meses de setembro-outubro. A maturação dos frutos ocorre em janeiro-abril.

Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando maduros. Em seguida retirar manualmente as sementes, lavá-las e deixar secar à sombra.

Produção de mudas: Escarificar mecanicamente as sementes antes da semeadura para aumentar a taxa de germinação. Assim, semear em canteiros ou recipientes individuais. Cobrir com uma camada de 0,5cm de substrato peneirado e irrigar diariamente. Desenvolvimento rápido e pode ser levado ao campo em menos de 6 meses.

Referências: Lorenzi, H; Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. V.1. 4ª ed. Nova Odessa, SP. 2002.

Xylopia brasiliensis

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Família: Annonaceae

Nome Popular: Pindaubuna, pindaíba, cortiça, bindaiba.

Características morfológicas: Altura de 10-30m, com tronco reto de 30-60cm de diâmetro. Ramos novos cobertos por escamas finas de cor vermelha que se soltam com facilidade. Folhas aromática, glabras e frutos de cor verde.

Ocorrência: Sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, na floresta pluvial da encosta atlântica e menos frequentemente na mata semidecídua.

Madeira: Moderadamente pesada, pesada, textura média, lisa ao tato, pouco brilho acentuado, baixa durabilidade natural.

Utilidade: A madeira é empregada internamente em construção civil, como caibros, vigas… Árvore ornamental; empregada no paisagismo e arborização urbana. Frutos apreciados por pássaros; por essa razão e pelo rápido crescimento, é útil em reflorestamentos heterogêneos destinados a recomposição de áreas degradadas de preservação permanente.

Informações ecológicas: Planta perenifólia, heliófita, característica e exclusiva da pluvial da encosta atlântica. Ocorre preferencialmente com bastante frequência ao longo das encostas enxutas, tanto da mata primária densa como nas formações abertas e secundárias. Produz anualmente pequena quantidade de sementes viáveis.

Fenología: Floresce durante os meses de novembro-janeiro. A frutificação inicia-se no final do mês de setembro, prolongando-se até novembro.

Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando uma boa parte dos mesmos encontrarem-se abertos; isto é facilmente evidenciado pela exposição do arilo e parte interna de cor vermelha. Em seguida deixá-los por alguns dias dentro de sacos plásticos para amolecê-los e facilitar a abertura manual dos frutos fechados e remoção das sementes. Sua viabilidade em armazenamento é inferior a 30 dias.

Produção de mudas: Escarificar mecanicamente as sementes antes da semeadura para aumentar a taxa de germinação. Em seguida semeá-las em canteiros contendo substrato organo-arénoso. Cobri-las com uma leve camada de substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. Transplantas as mudas para embalagens individuais quando atingirem 4-6cm. O desenvolvimento das mudas é lento, podendo ser levadas para plantio no local definitivo em 9-11 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é também lento.

Referências: Lorenzi, H; Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. V.1. 4ª ed. Nova Odessa, SP. 2002.

Aspidosperma parvifolium

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Família: Apocynaceae

Nomes Populares: Guatambu-Oliva, Guatambu-Branco, Guatambu-Legítimo, Guatambu-Amarelo, Guatambu, Guatambu-Rosa, Amarelão, Peroba (SC), Tambu, Guatambu-Peroba, Guatambu-Vermelho, Peroba-Vermelha (SC), Guatambu-Marfim, Pequiá-Branco, Pau-de-Tanto-Branco e Pequiá Marfim.

Características morfológicas: Altura de 10-15 m, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Folhas glabras, membranáceas, de coloração prateada na página inferior. Fruto cápsula deiscente.

Madeira: Moderadamente pesada (densidade 0,87 g/cm³), dura, resistente, grã-direita, lisa ao tato, de grande durabilidade natural.

Utilidade: A madeira é muito utilizada na construção civil, como vigas, caibros, ripas, tacos para assoalho, para confecção de peças torneadas, formas para calçados, cabos de ferramentas agrícola, para obras expostas, como dormentes moirões e cruzetas. A árvore é bastante ornamental, podendo ser usada com sucesso no paisagismo em geral.

Informações Ecológicas: Planta semidecídua e heliófita, característica da floresta pluvial da encosta atlântica; ocorre também, porém, em menos frequência na floresta semidecídua de altitude. Ocorre tanto no interior da floresta primária densa, como em formações secundárias. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis disseminadas pelo vento.

Fenologia: Floresce a partir do mês de agosto, junto com o surgimento da nova folhagem, prolongando-se até novembro. Os frutos amadurecem em julho-agosto.

Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando os primeiros abrirem espontaneamente. Em seguida leva-los ao sol para completarem a abertura e liberação das sementes; a viabilidade em armazenamento é de 4 meses.

Referências: Lorenzi, H; Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. V.1. 4ª ed. Nova Odessa, SP. 2002.

Aspidosperma ramiflorum

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Família: Apocynaceae

Características morfológicas: Altura de 20-30m, com tronco de 60-80cm de diâmetro. Folhas glabras. Membranáceas, de 10-15cm de comprimento por 4-6cm de largura. Fruto cápsula piriforme deiscente.

Ocorrência: Rio de Janeiro e Minas Gerais até Santa Catarina, na floresta pluvial da encosta atlântica.

Madeira: Moderadamente pesada, dura, compacta, pouco lustrosa, resistente ao apodrecimento quando não exposta a umidade, porém sensível ao ataque de cupins de madeira seca.

Utilidade: A madeira é própria para construção civil, como vigas, caibros, revestimentos internos, tacos e tabuas para assoalho, batentes, rodapés, para obras expostas, confecção de móveis, peças torneadas, utensílios de cozinha, laminados, cangas de boi, cabos de ferramentas, etc. A arvore é muito ornamental, principalmente pela copa perfeitamente piramidal, podendo ser usada com sucesso no paisagismo em geral; felizmente, tem sido bastante utilizada na arborização urbana. É útil para reflorestamentos mistos destinados á recomposição da vegetação de áreas degradadas.

Informações ecológicas: Planta decídua, heliófita ou esciófita característica na floresta pluvial da encosta atlântica. Ocorre também de maneira esparsa na floresta semidecidua de altitude, prefere solos úmidos e profundos de boa fertilidade, em altitude acima de 400m Planta típica de floresta clímax.

Fenologia: Floresce a partir de meados de setembro com a planta quase totalmente desprovida da folhagem, prolongando-se até o final de novembro. A maturação dos frutos ocorre durante os meses de julho-setembro.

Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida, leva-los ao sol para completar a abertura e liberação das sementes.

Produção de mudas: Colocar as sementes para germinar, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso; cobri-las levemente com substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia, mantendo-as em ambiente sombreado. O desenvolvimento das mudas é lento.

Ilex paraguariensis

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Família: Aquifoliaceae

Nomes Populares: Mate, Erva-Mate, Erveira, Congonha , Erva, Erva-Verdadeira e Erva-Congonha.

Morfologia: De 4 a 8m, com tronco curto de 30 a 40 cm de diâmetro. Folhas coriáceas de 8 a 10cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. Os frutos são bagas globosas lisas com sementes duras.

Ocorrência: Mato Grosso do Sul, São Paulo até o Rio Grande do Sul nas matas de altitude (400 a 800m). É particularmente frequente na mata de pinhais dos três estados sulinos.

Madeira: Leve, mole, pouco compacta, de baixa durabilidade natural.

Utilidade: A madeira pode ser empregada para caixotaria e para lenha. Suas folhas, adequadamente preparadas, fornecem o ‘’mate’’, o mais popular dos chás consumidos no país, na forma de bebidas e do chimarrão. Por esta razão é muito cultivada no Sul do país, entretanto, a maior parte da produção ainda provém da exploração de ervais nativos. A árvore é ornamental e pode ser empregada no paisagismo. Seus frutos são avidamente consumidos por varias espécies de pássaros. Pode ser utilizada no plantio misto de áreas degradadas destinadas à recomposição da vegetação.

Informações Ecológicas: Planta perenifolia, esciofita, seletiva higrofita, caracteristica e preferente das matas de pinhais. Geralmente chega formar capões homogêneos.

Fenologia: Floresce durante os meses de Outubro a Dezembro. Os frutos amadurecem em Janeiro a Março.

Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Em seguida deixá-los amontoados por alguns dias para iniciar a decomposição da polpa e facilitar a remoção das sementes. Isso é obtido manualmente lavando-se os frutos em água corrente dentro de uma peneira fina e, deixando-se as sementes secarem à sombra. Um kg de sementes contém aproximadamente 90000 unidades.

Produção de mudas: As sementes devem ser submetidas a um tratamento de estratificação antes da semeadura para aumentar a taxa de germinação; consiste em mantê-las durante 4-7 meses em meio úmido (areia ou terra), visando completar sua maturação fisiológica. Após esse período podem ser semeadas em canteiros sombreados contendo substrato organo-argiloso; a emergência ocorre em poucos dias. Pode-se também semear diretamente os frutos como se fossem sementes sem estratificação, com a emergência demorando 4-5 meses. Em ambos os casos, as mudas demoram 10-11 meses para ficarem prontas para o plantio no campo. Quando neste local, o desenvolvimento é bastante lento.

Referências: Lorenzi, H; Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. V.1. 4ª ed. Nova Odessa, SP. 2002.

 

Didymopanax morototonii

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Família: Araliaceae

Nomes Populares: morototó, mandioqueiro (SP), pau mandioca, caixeta, marupá, marupaúba, pau caixeta, parapará, mucutubá (PA), sambacuim (PE, PB), mandiocaim, mandiocão (SP).

Características Morfológicas: altura de 20-30m, com tronco retilíneo de 60-90cm de diâmetro. Folhas compostas palmatilobadas, concentradas no ápice dos ramos, com 7-10 folíolos de 20-40cm de comprimento.

Ocorrência: região amazônica até o Rio Grande do Sul, em várias formações florestais.

Madeira: Leve, macia ao corte, de baixa durabilidade.

Utilidade: A madeira é empregada em contraplacados, compensados, obras de talha, esculturas, molduras, modelos de fundição, marcenaria em geral, portas, batentes, confecção de brinquedos, lápis, forros, etc. Árvore extremamente elegante e pode ser empregada no paisagismo, principalmente na arborização de praças e grandes jardins. Como planta secundária de rápido crescimento e produtoras de frutos avidamente consumidos pela fauna,é recomendável pada adensamento de matas degradadas e recomposição de áreas de preservação permanente.

Informações Ecológicas: Planta perenifolia, heliófita ou de luz difusa, indiferente às condições físicas do solo apresenta larga dispersão em quase todas as formações florestais. Sua ocorrência é bastante esparsa, porém contínua. Desenvolve-se preferencialmente em matas pouco densas e em formações secundárias, como capoeiras e capoeirões.

Fenologia: Floresce durante os meses de março a maio. Os frutos amadurecem em agosto e outubro.

Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando adquirirem coloração roxo-escuro e iniciarem a queda espontânea. Podem ser semeados dessa forma como se fossem sementes ou podem ser despolpados para a liberação das mesmas. Um quilograma contém aproximadamente 70 400 sementes. Sua viabilidade germinativa dura menos de 60 dias.

Produção de mudas: Colocar as sementes e frutos para germinar logo que colhidos em canteiros sombreados contendo substrato organo-argiloso. Cobri-los com uma leve camada de substrato peneirado e irrigar 2 vezes por dia.

Referências: Lorenzi, H; Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. V.1. 4ª ed. Nova Odessa, SP. 2002.

2 pensamentos sobre “Plantas arbóreas nativas do Brasil

  1. Adorei a pesquisa ,coo faço para mandar fotos de arvores para reconhecimento?

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